Cotações
Ver todas

16 de junho de 2016

Veto parcial da MP 707 faz Eduardo Salles solicitar nova prorrogação de prazo para evitar inclusão do nome de agricultores no CADIN

IMG-20160616-WA0065

O governo federal vetou o artigo oito B do parágrafo 14 da Medida Provisória 707, que tratava especificamente sobre a renegociação das dívidas dos perímetros irrigados sob a tutela da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) e DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca) em relação ao K1 (cobrança da depreciação da infraestrutura) e titulação.

“Com o veto, os agricultores dos perímetros irrigados correm o risco de terem seus nomes incluídos no CADIN (Cadastro Informativo de Créditos Não-Quitados do Setor Público Federal), impossibilitando acesso a crédito de custeio e financiamento nos agentes financeiros”, alertou o deputado estadual Eduardo Salles durante audiência nesta quarta-feira (15), em Brasília, com o presidente da CODEVASF, José Alexandre Machado, o chefe de Gabinete do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Canuto, e diretor de Gestão Interna do ógão, Diogo Perez.

“Há três anos temos conseguido evitar a inclusão no CADIN dos nomes dos agricultores endividados com as questões fundiárias e K1”, lembrou Eduardo Salles. “Neste período, já sugerimos e estamos no aguardo de uma proposta justa de renegociação dessas dívidas”, acrescentou o parlamentar.

O período que evita a inclusão do nome dos agricultores no CADIN encerra no final de julho. Enquanto uma saída não é encontrada, Eduardo Salles solicitou a José Alexandre e Diogo Perez a extensão do prazo.

“Saí da audiência com a certeza da sensibilidade da CODEVASF e do Ministério da Integração Nacional para que consigamos prorrogar o prazo”, disse o parlamentar.

FLUTUANTES

A segunda pauta da audiência de Eduardo Salles foi a solicitação da aquisição de flutuantes para evitar a interrupção da captação do rio Corrente, responsável pelo fornecimento de água para irrigação do Projeto Formoso, em Bom Jesus da Lapa.

Conforme estudos da CODEVASF, o custo para a aquisição de três flutuantes fica em aproximadamente R$ 5 milhões. “Precisamos agora viabilizar recursos o mais rápido possível. Vou batalhar muito para conseguirmos comprar esses equipamentos e garantir que os agricultores do Projeto Formoso mantenham os milhares de empregos, fundamentais à economia de Bom Jesus da Lapa e região”, concluiu Eduardo Salles.

 

Comentários