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Mostrando notícias publicadas com o assunto "Projeto"

15 de julho de 2016, 08:55

Projeto do fusegate da Barragem de Ponto Novo inclui agricultura irrigada e piscicultura para 100 famílias

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O projeto de R$ 14 milhões para aquisição e instalação do fusegate (sistema de controle de vertedouros formado por elementos independentes de concreto e/ou de aço para aumentar a segurança hídrica, impedindo a sangria de água nos momentos de cheia) da Barragem de Ponto Novo vai oferecer outros benefícios à comunidade além da segurança hídrica.

O recurso vai permitir a 60 famílias áreas de cinco hectares para cada uma, com a garantia de irrigação em dois hectares. Outras 40 famílias participarão de projeto de piscicultura. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (14) ao deputado estadual Eduardo Salles durante a audiência do parlamentar com o presidente da CAR (Companhia de Ação e Desenvolvimento Regional), Wilson Dias.

Além da área irrigada de hortifruticulturas e projeto de piscicultura, o projeto prevê a instalação de uma agroindústria de doces.

Na quinta-feira (21), representantes do FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) vêm a Salvador para fazer os últimos ajustes técnicos com agentes do governo estadual em relação à compra do equipamento, já que o Banco Mundial nunca financiou esse tipo de equipamento, produzido com tecnologia francesa.

O FIDA contratou um técnico para visitar na próxima semana a Barragem do França, onde já foi instalado o fusegate, e depois ir à Barragem de Ponto Novo.

Na semana passada, Eduardo Salles participou de audiências com o secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, o presidente da CERB (Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia), Marcus Bulhões, e o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, para tratar exclusivamente sobre a aquisição do fusegate da barragem de Ponto Novo.

A expectativa do presidente da CAR é que 30 dias após a visita do técnico do FIDA às barragens do França e de Ponto Novo o governador Rui Costa possa assinar a ordem de serviço da obra.

O fusegate na Barragem de Ponto Novo apresenta como vantagem o aumento de 24 % da capacidade de armazenamento da barragem, não ter custos para desapropriações, funciona sem fontes de energia ou funcionários, a instalação é rápida, tem baixo custo de manutenção, é 10 vezes mais econômico e cinco vezes mais rápido.

25 de abril de 2016, 15:42

Sessão especial da mandioca dá o pontapé inicial para aprovação do projeto do ‘pãozinho baiano’

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O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia recebe nesta quinta-feira (28), a partir das 9h30, a Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca. A proposta foi do deputado estadual Eduardo Salles, que pretende, durante o evento, apresentar a agricultores, pesquisadores, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, comerciantes e panificadores os detalhes do Projeto de Lei de sua autoria que pretende substituir até 10% de farinha de trigo por fécula de mandioca para elaboração de pães no Estado. O parlamentar batizou o produto de “pãozinho baiano”.

Eduardo Salles acredita que a substituição de até 10% de farinha de trigo por fécula de mandioca crie mais postos de trabalho na cadeia produtiva da mandioca baiana. “Isso vai aumentar a demanda pelo produto e gerar mais emprego, além de ser benéfico à saúde porque a fécula de mandioca não contém glúten”, explica o deputado.

Uma das vantagens aos panificadores que atenderem as normas prevista no Projeto de Lei será o recebimento do Certificado de Responsabilidade Social, emitido pela SDR (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural), em função do estímulo à produção da agricultura familiar na Bahia,

“A proposta é que a substituição aconteça de forma progressiva: 2%, 4%, 6%, 8% e 10%, nos cinco anos seguintes à aprovação do Projeto de Lei”, explica Eduardo Salles.

A substituição de até 10%, explica o parlamentar, seria exclusivo à panificação. “Na Bahia a mandioca é produzida em sua grande maioria por produtores da agricultura familiar nos 417 municípios do Estado. O aumento da demanda trará impactos significativos do ponto de vista social”, diz Eduardo Salles.

“Participamos da construção do projeto para atestar que a mistura proposta é perfeitamente compatível e viável”, explica Joselito Mota, pesquisador da EMBRAPA.

Conforme estimativa de técnicos da EMBRAPA e do parlamentar, com a aprovação da lei, o Estado deixaria de importar 60 mil toneladas de trigo por ano, o que significaria economia de US$ 20 milhões.

SESSÃO ESPECIAL

Na quinta-feira, o hall de entrada da Assembleia Legislativa da Bahia receberá stands de exposição para difusão dos benefícios da utilização da fécula e os trabalhos efetivados por produtores. Também será possível degustar o pãozinho baiano e beijus feitos com o ingrediente.