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05 de outubro de 2017, 13:47

Manutenção dos empregos e mais competitividade para as indústrias de dendê na Bahia

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O cenário da produção e comercialização do óleo de dendê produzido na Bahia foi abordado em audiência articulada pelo deputado estadual Eduardo Salles, na última quarta-feira (4),  com o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Luiz Gonzaga, e o diretor da empresa Opalma, Jarbas Araújo, que fica localizada em Taperoá.  Na reunião foram discutidos incentivos para as empresas produtoras de dendê no estado, entre elas a Opalma e a Oldesa, que fica em Nazaré, para que a geração de  empregos do setor não seja comprometida em todo o Baixo Sul.

Foi pontuado que as duas empresas estão perdendo competitividade para as indústrias do Pará que contam com mais incentivos para produção, além de benefícios fiscais. “Somente a Opalma e a Oldesa geram 400 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos.  Esses empregos estão ameaçados em função das dificuldades que estas indústrias estão enfrentando para comercializar seu produto”, explica Eduardo Salles.

O parlamentar ainda ressalta que a audiência na SDE teve por finalidade alinhar ações para que os incentivos fiscais sejam concedidos às empresas instaladas na Bahia. “Já estive com os representantes das duas empresas em audiência com o secretário da SDE, Jaques Wagner, no mês de junho. Após esta reunião, houve um alinhamento na Secretaria da Fazenda e agora discutimos com  Luiz Gonzaga os incentivos que faltam  para que essas indústrias não fechem  e deixem milhares de desempregados na Bahia”, afirma Salles.

Jarbas Araújo aproveitou para esclarecer que o dendê baiano está perdendo espaço nas prateleiras para óleo do Pará. “Com o aumento da produção de óleo de palma pelas empresas paraenses e a busca de novos mercados, com isso, o produto paraense começou a ser vendido diretamente aos nossos distribuidores e com preços mais competitivos”, revela o diretor da Opalma.

“Não podemos permitir que a terra do acarajé, que depende do dendê, deixe espaço para a comercialização do óleo paraense em detrimento de um produto da nossa terra, que movimenta a economia do nosso estado”, conclui Eduardo Salles.