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19 de abril de 2016, 17:58

Eduardo Salles participa de reuniões para tentar reverter fechamento da mineradora

mirabela 1

Na tentativa de reverter a decisão da Mirabela Mineradora de encerrar as operações e demitir mais de mil funcionários entre diretos e indiretos, o deputado estadual Eduardo Salles participou de diversas reuniões nos últimos dias. “Estou fazendo a minha parte. Quero estar com minha consciência tranquila, sabendo que fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitar a suspensão das atividades da empresa”, diz o parlamentar.

Na última segunda-feira (18), Salles esteve em audiência nesta com o presidente da CODEBA (Companhia das Docas da Bahia), José Rebouças, e o diretor de operações da mineradora, Julio Sanches.
“Foi uma reunião produtiva. A CODEBA se mostrou aberta a negociações e confirmou que a mineradora pode oficializar solicitação de benefícios equivalentes aos que existiam”, conta o deputado. A solicitação será submetida à aprovação da diretoria.
O diretor da Mirabela também solicitou ao presidente da CODEBA a possibilidade de reparcelamento da dívida da Mirabela. “Essa dívida havia sido parcelada anteriormente em duas vezes. A primeira metade já foi paga e, depois disso, foi feito um embarque no porto. Mas a empresa está com dificuldades para fazer o pagamento da segunda parcela”, explica Salles. De antemão, o presidente José Rebouças e o diretor comercial da CODEBA, Maurício Dorea, que também participou da audiência, afirmaram que, após solicitação oficial da mineradora, levarão o assunto à próxima reunião de diretoria da companhia para avaliação.

A Mirabela informará também através de ofício que parte de uma dívida que é discutível, segundo parecer do departamento jurídico da mineradora, será judicializada para que as partes possam discutir em juízo, sem necessidade de atrapalhar o andamento das demais negociações.

OCUPAÇÃO DO MST
Além do acordo com a CODEBA, a mineradora alegou outros dois motivos para o encerramento das atividades. Um deles era a ocupação pelo MST (Movimento Sem Terra) à propriedade da empresa, no município de Itagibá. Quando tomou conhecimento do fato, Eduardo Salles entrou em contato com o chefe da Casa Militar da Bahia, Coronel Gomes, que enviou para o Comando da Polícia Militar o documento encaminhado pelo judiciário que ordenava a reintegração de posse. “A propriedade da empresa foi desocupada na última sexta-feira”, informa o diretor da empresa.

ACORDO COLETIVO
A terceira justificativa da Mirabela foi a falta de entendimento com os funiconários em relação ao acordo coletivo. “Venho conversando sobre isso com Gilmar Oliveira, presidente do Sindicato dos Funcionários da Mirabela. Hoje ele me afirmou que está pronto para sentar com a diretoria da empresa para ajustar alguns itens e assinar os termos finais”, conta o deputado.

SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES
Mesmo com a solução dos pontos em questão, ainda há possibilidade de suspensão das atividades da Mirabela. Foi o que disse o diretor financeiro da mineradora, Milson Mundin, em reunião realizada nesta terça-feira (19), no gabinete do deputado.
De acordo com Mundin, a empresa enfrenta dificuldades em fechar contratos de venda do níquel produzido. “O cliente quer fazer um contrato de três anos, mas não podemos garantir produto para depois de 2016, em função da operação atualmente estar sendo feita com prejuízo”, explica o diretor. A questão tem sido negociada instensivamente pela presidente e diretores da empresa.
No entanto, segundo Mundin, caso a suspensão das atividades se concretize, a empresa manterá um grupo de trabalho com o objetivo de que as operações sejam retomadas o mais rápido possível.

PROJETO DE NÍQUEL LATERÍTICO
Dos cerca de 500 empregados diretos da mineradora, aproximadamente 300 trabalham na mina e os outros 200 em cargos administrativos ou na fábrica. Hoje, grande parte dos funcionários da mina estão parados e a empresa opera apenas nos outros setores, principalmente no processamento do minério já extraído.
A presidente da empresa, Maryse Belanger, sinalizou ao deputado a possibilidade de a mineradora passar a trabalhar com níquel laterítico, cujo processo industrial é diferente do níquel sulfetado, atual produto da Mirabela. “Dessa forma, os cerca de 300 empregos referentes à mina seriam mantidos, já que a extração do minério é realizada de forma semelhante, porém sem ser processado na indústria. Ele seria comercializado de forma bruta”, explica Julio Sanches.
Segundo Milson Mundin, a diretoria da empresa receberá, daqui a 10 dias, clientes colombianos interessados em comprar o níquel laterítico.
Caso o projeto se concretize, o volume de minério que passará pelo porto de Illhéus aumentará em quase 10 vezes. “Isso vai ajudar a gerar emprego tanto para quem trabalha no porto quanto para caminhoneiros”, diz o deputado.

Mirabela,
A Mirabela Mineração tem um custo de produção normal de US$ 5,50. Atualmente, a empresa trabalha com uma operação provisória, deixando de retirar um resíduo do minério, com custo de US$ 4,50.
Segundo julio Sanches, para que a empresa consiga operar em 2016, o preço de venda do níquel precisa chegar a US$ 4,50. Hoje o minério é comercializado a US$ 4,10. “Cada 10 centavos de dólar no preço do níquel representa R$ 9 milhões de caixa negativo para a empresa”, explica Mundin.

07 de abril de 2016, 17:55

Eduardo Salles trabalha para reverter decisão da Mirabela de demitir mais de mil funcionários

mirabela mineradora

Preocupado com o anúncio feito pela Mirabela Mineração, de colocação de todos os funcionários em aviso prévio a partir desta quinta-feira (7), o deputado estadual Eduardo Salles tenta reverter a decisão da empresa.

Segundo o comunicado oficial da Mirabela, três questões implicam no encerramento das atividades da mineradora: a invasão do MST (Movimento dos Sem Terra) à propriedade da empresa, a falta de acordo com a CODEBA (Companhia das Docas da Bahia) e a ausência de entendimento com o Sindicato dos Empregados sobre o acordo coletivo.
A notícia foi recebida com surpresa pela população e o deputado, que, assim que soube da decisão, passou a buscar alternativas para a situação. “Passei o dia esmiuçando as justificativas dadas pela Mirabela, na tentativa de chegar a uma solução e evitar a demissão de mais de mil funcionários, entre diretos e indiretos”, diz Eduardo Salles.
A empresa já havia entrado em acordo com todos os entes envolvidos na negociação. “Se houve passo atrás ou mudança de planos de alguma das partes, podemos pensar em outras soluções. Minha proposta é que discutamos novamente até que se chegue a um novo entendimento”, explica o deputado.
MST
Há mais de três semanas, militantes do MST ocupam área da empresa. Para tentar solucionar a questão, Eduardo Salles entrou em contato com o chefe da Casa Militar da Bahia, Coronel Gomes. “Ele me disse que enviou hoje para o comando da Polícia Militar o documento encaminhado pelo Judiciário que ordena que a Polícia Militar faça a reintegração de posse”, conta o deputado.
Segundo o Coronel Gomes, a ação demanda planejamento e, por isso, a reintegração deve acontecer nos próximos dias.
NEGOCIAÇÕES COM A CODEBA
O parlamentar agendou audiência com o presidente da CODEBA, José Rebouças, e o diretor da Mirabela, Milson Mundim, que virá de Minas Gerais. “Nessa reunião vamos colocar tudo em pratos limpos e fazer o máximo para que consigamos chegar a um acordo. Rebouças está aberto a negociações “, diz Salles. Em função de ajustes na agenda dos envolvidos, a audiência ficou marcada para a próxima quarta-feira (13).
ACORDO COLETIVO
Em conversa com o presidente do Sindicato dos Empregados da Mirabela, senhor Gilmar, Eduardo Salles sugeriu que seja realizada reunião extraordinária para que o assunto volte à pauta do grupo. “Pedi a sensibilidade dos funcionários para que a proposta da empresa seja revista com calma por eles, levando em consideração o momento de dificuldade pelo qual o país passa”, explica o deputado.
“Não vou deixar esse assunto morrer. Vou fazer tudo o que puder para que as atividades da Mirabela sejam continuadas. Como já diz o ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, promete Eduardo Salles.

18 de março de 2016, 16:39

Mirabela vai prorrogar avisos prévios de funcionários que venceriam hoje e pode retomar as atividades

Audiência pública

Falta pouco para fechar o acordo que vai garantir a manutenção das atividades da Mineradora Mirabela, sediada no município de Itagibá, e, consequentemente, a garantia dos empregos que aquecem economicamente a região. O deputado estadual Eduardo Salles participou, na manhã desta sexta-feira (18), de conferência telefônica, com a diretora-presidente, Maryse Belanger, e outros membros da diretoria.

Na conversa, o parlamentar conseguiu convencer Belanger a prorrogar o aviso prévio até quarta-feira (23) para que haja tempo de um acordo geral ser selado. O aviso prévio venceria no domingo (20).

“Precisamos da prorrogação do aviso prévio porque pode ser que não consigamos fechar todas as pontas nesta sexta-feira. Então ganhamos tempo, acertamos tudo, no mais tardar na segunda-feira. Tenho a certeza que conseguiremos manter a Mirabela em atividade e preservaremos os empregos”, explica o parlamentar, que pretende, no início da próxima semana, se necessário, marcar reunião com parte ou todos os membros dessa Comissão formada na Audiência Pública de Ipiaú, para a assinatura do acordo geral. “Esse movimento apartidário foi fundamental para conseguirmos o acordo”, acrescentou.

Em relação ao acordo com o governo estadual, a diretoria informou ao deputado que a mineradora vai oficializar, ainda nesta sexta-feira, que aceitam a proposta do governo em relação ao pagamento dos créditos tributários.

O setor comercial da empresa, informou a presidente, já tem conversas avançadas com a China para novas vendas e exportações de cargas. “Esta era uma outra pendência que parece caminhar para um bom resultado”, conta o parlamentar.

A única mudança proposta pela Mirabela é ajustes na área de transporte para diminuir os custos de produção. “Haverá uma adequação para reduzir os custos, mas o número de postos de trabalho será mantido”.

Uma outra dificuldade que a empresa tinha era o embarque de suas cargas no porto de Ilhéus em função do término do benefício concedido, o que diminuía os custos de produção, fundamentais, conforme alega a Mirabela, neste momento em que os preços internacionais do níquel caíram em mais de 50%.

Para mediar essa situação, Eduardo Salles participou de reunião nesta quinta-feira (17) com o presidente da CODEBA (Companhia de Docas da Bahia), José Muniz Rebouças.

“A proposta aprovada por ambas as partes para o embarque da próxima carga da Mirabela pelo Porto de Ilhéus é que a empresa efetive o pagamento da primeira parcela das duas do débito não-discutível. Esse foi o acordo que firmamos na reunião”, esclarece Salles.

“O presidente da CODEBA assumiu também o compromisso de estudar qual será o benefício oferecido à Mirabela para a empresa continuar a embarcar suas cargas no porto de Ilhéus e não onerar tanto seus custos de produção”, acrescentou o parlamentar.

“A resolução do problema tem sido possível graças à participação de senadores e deputados federais e estaduais votados na região que, cada um de seu jeito, independente de bandeira partidária, têm contribuído bastante”, lembrou Eduardo Salles.

FUTURO

Belanger revelou ainda a Eduardo Salles que a Mirabela tem um projeto, chamado Projeto Laterítico, com previsão de início de 2017, de exportação de um minério à Colômbia. “Esse outro empreendimento segundo ela poderá gerar mais 200 empregos na empresa”, concluiu Eduardo Salles.