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24 de agosto de 2017, 11:33

Eduardo Salles participa de audiências em Brasília para evitar importação de camarão do Equador

 BSB

 

Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Eduardo Salles, esteve no Congresso Nacional, em Brasília, nesta quarta-feira (23), para alertar os senadores e deputados federais sobre os riscos da importação de camarão do Equador e a necessidade do controle por meio da Análise de Risco de Importação (ARI).

O parlamentar participou de reuniões, ao longo do dia, e em esforço conjunto com o vice-governador João Leão, os deputados federais Cacá Leão e Mário Júnior, o presidente e o assessor jurídico da ABCC (Associação Brasileira dos Criadores de Camarão), Itamar Rocha e Marcelo Palma, respectivamente, e o presidente e o gerente regional da Bahia Pesca, Dernival Oliveira e Antônio Almeida, respectivamente.

“Participamos de audiência com os senadores Roberto Muniz e Otto Alencar com o objetivo de sensibiliza-los e pedir apoio contra a importação de camarão do Equador”, disse Eduardo Salles.

A principal reclamação dos criadores é que a produção no Equador apresenta dez doenças de alto risco epidemiológico, segundo regras da OIE (Organização Mundial da Saúde Animal). Dessas, sete são enfermidades ainda não encontradas no Brasil.

“O vírus da mancha branca, que, mesmo não causando riscos à saúde humana é mortal para os camarões, prejudica a manutenção da atividade na Bahia e em todo o Brasil”, alertou Marcelo Palma. No Brasil, existe apenas uma doença no camarão que não ocorre no Equador e no entanto o país não aceita a importação do crustáceo brasileiro.

Na Bahia, existem cerca de 200 produtores, com licença concedida por meio de liminar, e que chegam a produzir cerca de 2.600 toneladas de camarão por ano.

No dia 5 de julho, a Associação Brasileira de Criadores de Camarão conseguiu uma liminar da Justiça federal para suspender a importação de camarão do Equador, mas foi suspensa recentemente.

“A decisão vai contra a geração de emprego e renda dos produtores de camarão e, consequentemente, do incentivo à atividade em todo o estado e permite que doenças prejudiquem não só o camarão, mas também outros crustáceos, como a lagosta”, disse o parlamentar.

Recentemente, a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação divulgou um alerta sobre o vírus da Tilápia do Lago, conhecido como TiLV, que já foi confirmado no Equador e em outros países.

“A Bahia tem uma produção significativa de tilápia e já chegou a ficar na quarta colocação no ranking dos maiores produtores do pescado no país. A possibilidade da inserção dessa doença no Brasil pode prejudicar uma das mais importantes indústrias de piscicultura do mundo”, ressalta o deputado.

Na última terça-feira, representes da Associação Cearense de Criadores de Camarão se reuniram como presidente do Senado, Eunício Oliveira, para discutirem o assunto. Em resposta, o presidente assegurou apoio na defesa da produção de camarão nacional.