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12 de maio de 2017, 15:22

Deputado participa de reunião com vice-governador e secretários para discutir ações que evitem desemprego em massa na Chapada Diamantina

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Uma reunião inédita, segundo os produtores rurais do Agropolo Mucugê-Ibicoara, aconteceu nesta quinta-feira (11), na Secretaria Estadual de Agricultura, provocada pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, Eduardo Salles, com as presenças do vice-governador João Leão juntamente com mais quatro secretários estaduais, presidentes e superintendentes de órgãos estaduais.

O objetivo foi a busca por ações que minimizem os impactos da seca nas atividades desenvolvidas pelos agricultores na região da Chapada Diamantina e consequentemente evitem a demissão em massa de milhares de trabalhadores rurais. Outro ponto discutido na reunião foi a questão do licenciamento ambiental para os produtores em áreas ainda não licenciadas, permitindo a geração de novos empregos, além do desembargo de barragens.

A reunião é fruto de duas visitas que o deputado Eduardo Salles fez, acompanhado do vice-governador e depois com o secretário Cássio Peixoto e representantes da Casa Civil, em 2016 e 2017, para identificar as dificuldades enfrentadas pelos produtores da região e avaliar ações que poderiam ser adotadas pelo Estado.

Para Eduardo Salles é preciso criar uma força-tarefa com ações que evitem ou minimizem os danos que podem afetar o setor. “Nós estamos na beira de um colapso econômico e social em toda a região. As chuvas têm diminuído, as condições de produção são precárias e o cenário de desemprego tem crescido cada vez mais. Por isso, conversei com Vitor Bonfim, João Leão, Marcia Telles, Geraldo Reis e com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, que nos deu todo o apoio e incentivo para que conseguíssemos concretizar esta reunião e discutir as dificuldades que os produtores têm vivido”, disse.

As atividades na região já chegaram a gerar seis mil e quinhentos empregos diretos e cerca de vinte mil indiretos, nos municípios de Mucugê, Ibicoara e Barra da Estiva, mas, atualmente, em função da crise hídrica, somente cerca de quatro mil funcionários ainda continuam trabalhando nas maiores fazendas e mil nas pequenas lavouras de morango, café e hortaliças.

Isto principalmente porque a reserva de água na Barragem do Apertado, em Mucugê, que é a principal fonte hídrica para a produção agrícola na região, tem o armazenamento atual de 11% da sua capacidade, o que tem preocupado os produtores do Agropolo Mucugê/Ibicoara.

Segundo Evilásio Fraga, a perspectiva é que uma nova redução aconteça a partir de julho, após a colheita da lavoura.  “A seca, que tem castigado o estado há seis anos, vem de maneira constante e significativa reduzindo o volume de água armazenada. A expectativa é que as atividades na Barragem sejam interrompidas antes do novo ciclo de chuva, porque o volume de água estocado não é o bastante para suprir as necessidades desse período de seca. Por isso, estamos todos preocupados com os impactos socioeconômicos e os empregos gerados diretamente por essas empresas”, destacou.

Em 2013, o então governador, Jaques Wagner, assinou decreto que liberou a construção de mais de 10 barragens no estado. Entretanto, por falta de licenciamento ambiental, boa parte destas barragens estão têm água represada , mas estão embargadas pelo Inema ou pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Diante deste cenário, o parlamentar baiano sinalizou a necessidade de discutir a questão em Brasília, com o ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho. “Temos algumas barragens embargadas e precisamos fazer uma apresentação ao ministro para mostrar a importância de liberar e de um decreto para a construção de novas barragens dentro da previsão legal. Com a questão ambiental resolvida, ao invés de demissão, os trabalhadores serão relocados e com o uso de recursos dos próprios produtores”, pontuou.

O vice-governador João Leão se comprometeu a articular esta audiência. “Vou ajustar esta agenda com o ministro Sarney Filho e levar a ficha técnica de cada barragem que está embargada e pedir uma solução definitiva para essa questão. O próximo passo é marcar uma vista técnica no local para avaliar o problema pessoalmente”, afirmou.

Já o secretário Cássio Peixoto destacou que é preciso oferecer barragens bem-feitas à população e que ofereçam segurança hídrica para suprir as necessidades, além da conscientização do controle do uso racional da água. “Precisamos ter um diálogo mais próximo e traçar um caminho que movimente a economia. Nós já tivemos com a equipe lá e vimos que existem formas de aproveitamento dessa mão de obra que já está disponível”, esclareceu.

Para acompanhar os casos de forma separadamente, o secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, organizou uma nova reunião com os produtores e donos das empresas instaladas no Agropolo Mucugê/Ibicoara.

A audiência reuniu o vice-governador e secretário estadual de Planejamento e Gestão, João Leão, o secretário estadual de Agricultura, Vitor Bonfim, o secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, o secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Cássio Peixoto, a diretora-geral do INEMA, Márcia Telles, o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Luiz Gonzaga, o coordenador de Projetos do Agropolo Mucugê/Ibicoara, Evilásio Fraga, Celso Pinheiro, superintendente de Infraestrutura Hídrica da SIHS; José Olímpio, diretor de Revitalização de Bacias da SIHS; Marcelo Nunes Abreu, diretor de Segurança Hídrica da SIHS; o empresário Ivo Borré, representantes e produtores das Fazendas Maruya, Hayashi, Horiguchi e Ygarashi, todas na região da Chapada Diamantina.