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28 de abril de 2016, 16:27

Durante Sessão Especial da Mandioca, Eduardo Salles apresenta projeto do ‘pãozinho baiano’

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Na Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca, que aconteceu nesta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Estadual Eduardo Salles apresentou projeto de sua autoria que propõe a criação do “pãozinho baiano”. O texto indica a substituição de até 10% da farinha de trigo por fécula de mandioca.
“Esse é um projeto estruturante para a cadeia da mandioca e trará benefícios tanto econômicos quanto sociais à Bahia”, diz Eduardo Salles, deputado proponente da sessão. O parlamentar explica que, em 2005, o estado chegou a ter quase 400 mil hectares plantados de mandioca. Nos últimos 10 anos, esse área caiu para 164 mil hectares. “A mandioca é a única cultura produzida em todos os 417 municípios baianos. O fortalecimento da cadeia produtiva pode gerar milhares de empregos.”, conta Salles.
O PROJETO
A proposta é que a substituição aconteça de forma progressiva, com substituição de 2% a cada ano, de maneira que, em cinco anos, se chegue à marca de 10%. “Essa mistura é perfeitamente viável e deixa a massa mais uniforme e consistente”, explica o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Joselito Motta.
Para confirmar que gosto, textura, maciez e durabilidade do pão feito com até 10% de fécula de mandioca não são afetados, a Embrapa montou na ALBA um stand para degustação do alimento.
ECONOMIA E SAÚDE
Eduardo Salles estima que a substituição gere cerca de 7 mil empregos diretos na Bahia. Historicamente, o preço da fécula de mandioca é menor que o da farinha de trigo, conforme dados da Embrapa. “Além disso, 80% da farinha de trigo que usamos é importada. Com a aprovação da lei, a Bahia deixaria de importar 60 mil toneladas por ano, o que significaria uma economia de US$ 20 milhões”, calcula o deputado, que também chama a atenção para os benefícios à saúde. “A fécula de mandioca não contém glúten”, conta.
IMPACTOS SOCIAIS
Para o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Manoel Mendonça, que participou do evento, a substituição trará benefícios do ponto de vista social. “Sabemos o impacto que a mandioca tem na agricultura familiar”, diz.
As panificadoras que atenderem as normas previstas no Projeto de Lei receberão o Certificado de Responsabilidade Social emitido pela SDR (Scretaria Estadual de Desenvolvimento Rural).
A Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca contou ainda com a presença do secretário estadual de Agricultura, Vítor Bonfim, o pesquisador da Embrapa, Carlos Estêvão, o superintendente técnico da CAR (Companhia de Ação e Desenvolvimento Regional), Jeandro Laytynher, prefeitos, vereadores e representantes de produtores.

20 de novembro de 2015, 10:55

Deputado propõe medidas de controle da praga da bananeira

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Nesta sexta (20), o deputado Eduardo Salles participou de uma reunião com produtores e representantes da ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) e EMBRAPA para discutir medidas no combate à sigatoka-negra, doença recentemente detectada na Bahia, que ataca as bananeiras. O problema já está em Cruz das Almas, Cachoeira, Maragogipe e Nazaré, além de suspeitas da presença do fungo em Rio Real e Itanhém.

A separação das áreas livres das contaminadas, como acontece em Minas Gerais, seria uma das soluções propostas. “Assim, a ADAB em breve poderá decretar que regiões como o semiárido baiano está livre da sigatoka-negra e evitar prejuízo na comercialização destas produções”, explica Eduardo Salles.

A EMBRAPA afirma existir variedades de banana da terra resistentes ao fungo na Nigéria. Na reunião, o deputado sugeriu que houvesse a importação imediata para que fossem multiplicadas e doadas a pequenos produtores da Bahia, para minimizar as perdas a médio prazo e evitar o desemprego em diversas regiões.

Eduardo Salles também solicitou a capacitação de técnicos da ADAB, Bahiater e empresas prestadoras de assistência técnica para detectar focos e ensinar a condução aos pequenos produtores para que possam conviver com a doença. “São Paulo, maior estado produtor brasileiro, tem a doença desde 2004 e convive com ela. Em vários países acontece o mesmo, como a Costa Rica, que mesmo com a incidência da sigatoka-negra ainda tem a banana como uma das suas maiores pautas de exportação”, afirmou.