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12 de maio de 2016, 14:26

Madeira apreendida pelo IBAMA é solicitada para ser usada na recuperação de forro da Igreja de São Jorge dos Ilhéus

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Ajudar a Diocese de Ilhéus a conseguir com o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) a liberação de madeira apreendidas pelo órgão para utilizá-la no forro da Igreja Matriz de São Jorge foi o objetivo da audiência do deputado estadual Eduardo Salles, do chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhéus, Victor Veiga, e o secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Vieira, com o superintendente do IBAMA na Bahia, Célio Costa Pinto.

Construída no final do Século XVII e tombada pelo IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura da Bahia), a Igreja Matriz de São Jorge dos Ilhéus está com seu forro estragado.

“É um patrimônio não só dos fiéis católicos, mas da arquitetura e da história de Ilhéus. O prefeito Jabes Ribeiro me ligou e pediu que eu ajudasse a conseguirmos o apoio do IBAMA”, revelou Eduardo Salles.

Conforme Victor Veiga, a Diocese fez uma campanha de arrecadação, mas o valor conseguido não foi o suficiente.

Antônio Vieira disse que será necessária madeira para o forro e a estrutura de suporte. O superintendente revelou que existe madeira apreendida armazenada na CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira).

“O problema é que a legislação não permite ao IBAMA ceder qualquer material, a qualquer que seja a instituição, em ano eleitoral”, contou Célio Costa Pinto. Em 2016 o calendário marca para outubro eleições para prefeitos e vereadores em todo o Brasil.

A alternativa que o deputado e os representantes de Ilhéus encontraram foi orientar a Diocese a entrar com ação no MPF-BA (Ministério Público Federal na Bahia) explicando que caso a reforma não ocorra o mais rápido possível os riscos de acidente tendem a crescer.

“Acho que o material deve ser liberado o mais rápido possível. Caso isso não ocorra, estará em risco a vida de fiéis e dos religiosos. Além do mais, a madeira está disponível e quanto mais tempo demorar para ser utilizada, pode deteriorar o material”, concluiu Eduardo Salles.