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10 de setembro de 2015

Painel debate problemas na gestão de recursos humanos no setor agropecuário

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A abertura da 10ª edição do Congresso de Gestão de Pessoas organizado pela ABRH Associação Brasileira de Recursos Humanos), seccional Bahia, ocorreu na manhã desta quinta-feira (10), no Otton Palace, em Salvador. O evento vai debater até sexta-feira (11) gestão de pessoas em ambientes coorporativos

Convidado a participar do painel Agronegócio: da revolução tecnológica à mão de obra qualificada, o deputado estadual Eduardo Salles lembrou do período em que dirigiu duas multinacionais do setor agropecuário e cada empresa tinha cerca de seis mil funcionários. “É um desafio enorme”.

O parlamentar comentou também sobre sua passagem como secretário estadual de Agricultura. “Apesar de algumas semelhanças, são formas completamente diferentes de gerir”, ressaltou.

O painel foi coordenado por Helmuth Kieckhofer, superintendente da AIBA (Associação dos Agricultores Irrigantes da Bahia), e teve a participação Moisés Schmdit, CEO da Schmdit Agrícola.

O trio concordou que uma necessidade do setor agropecuário é a modernização das leis trabalhistas no campo. “A adequação às peculiaridades encontradas no campo são fundamentais”, defendeu Eduardo Salles, lembrando que na Bahia 30% da população vive na zona rural.

“Não estou defendendo perda de direitos do trabalhador. Que fique claro. Defendo o fim da burocratização, porque tem impedido empresas de contratar. E isso gera êxodo rural”, alertou Eduardo Salles.

“Grande parte das empresas do setor agropecuário que fecharam no oeste da Bahia tiveram problemas por causa da falta de modernização das leis”, informou Moisés.

Eduardo Salles apontou a instalação de agroindústrias como forma de diminuir a perda de postos de trabalho por causa da mecanização agrícola. “Somos líderes na produção em diversas cadeias produtivas, mas não temos a agroindustrialização forte”, reclamou.

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