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14 de dezembro de 2015

Produção especializada de chocolate vai valorizar cadeia do cacau na Bahia

chocolate

A Escola Chocolate da Floresta, iniciativa do Instituto Cabruca, situada no município de Ilhéus, recém-lançada em Salvador pelo secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, e o presidente do instituto, Durval Libânio, vai realizar o primeiro curso entre os dias 15 e 17 de dezembro. Com o tema “Cadeia de Valor do Cacau ao Chocolate”, o curso envolverá os territórios do Litoral Sul, Baixo Sul e Rio das Contas, que englobam 53 municípios, responsáveis por 80% do cacau produzido na Bahia. “A produção especializada do chocolate vai agregar valor ao produto que já vem sendo reconhecido no cenário internacional, pela qualidade, em eventos como o Salão do Chocolate. A cadeia do cacau está começando a ganhar força, e queremos voltar a viver aquele momento de apogeu histórico da atividade no Estado”, ressaltou o secretário Vitor Bonfim.

A Bahia é o maior produtor nacional de cacau, responsável por 75% desta produção. O Estado vive momento de recuperação e retomada da produção, e investe cada vez mais em qualidade das amêndoas, matéria-prima que tem atraído chocolateiros da Europa. Para divulgar o chocolate baiano e impulsionar o desenvolvimento de toda cadeia do cacau, o secretário da Agricultura afirma que “vamos fomentar o turismo rural, revelar os caminhos da cadeia produtiva do cacau, buscando a parceria da Secretaria de Turismo, valorizando a riqueza natural do Sul da Bahia, e a qualidade do cacau baiano, como já acontece com o café”, disse.

A Escola Chocolate da Floresta foi fundada em quatro de dezembro deste ano e busca tornar o Brasil referência mundial em cacau e chocolate de origem. O objetivo é proporcionar às pessoas e empresas da região o desenvolvimento de talentos e competências em cacau e chocolate, imprimindo conceitos de sustentabilidade, qualidade, origem e inovação. “A escola marca uma evolução na atividade cacaueira da Bahia, e certamente, fará a diferença na produção de chocolate no País”, declarou Libânio. No ano em que comemora seu centenário, o Instituto Cabruca homenageia o escritor Adonias Filho, que versou sobre as riquezas da região cacaueira. A neta do escritor, herdeira de uma pequena fazenda do avô, que cultiva cacau na região, Rosita Velloso, revela que “também quero aprender a produzir chocolate de qualidade e serei uma das alunas da escola”, declarou Rosita.

O cabruca é um sistema agroflorestal que se caracteriza pelo plantio do cacau sob a sombra das árvores da Mata Atlântica, após ter sido “cabrocada”, ou seja, a mata ter sido aberta para plantação dos cacaueiros, preservando as árvores que fazem o sombreamento. O município de Camacan, no Sul da Bahia, abriga a maior Jequitibá do Brasil em área de cabruca. O Instituto do Cacau tem a missão de conciliar a produção agroflorestal de cacau, o combate à pobreza e a conservação da biodiversidade, minimizando os efeitos das mudanças climáticas globais.

Fonte: ASCOM Seagri

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