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12 de agosto de 2016

Plano de Contingência da Sigatoka Negra é apresentado a estados que fazem fronteira com a Bahia

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Iniciativas para combater a principal e mais grave doença que afeta a bananeira, a Sigatoka Negra, foram discutidas, na terça-feira (9), durante encontro que renuiu o secretario da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado, Vitor Bonfim, e diretores da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). Na ocasião, foram apresentadas ações que estão sendo executadas no Plano de Contingência baiano da Sigatoka Negra aos sete estados que fazem froteira com a Bahia.

Para fortalecer o combate, o secretario Vitor Bonfim informou que o Governo do Estado concedeu liberação para que sejam contratados 112 fiscais que devem atuar nas barreiras destinadas ao monitoramento da entrada e saída de produtos.

O Plano de Contingência da Sigatoka Negra foi elaborado por fiscais da Adab e delimita os locais de ocorrência da praga, restritos ao Recôncavo e Extremo Sul do Estado; estabelece a implantação e manutenção do sistema de mitigação de risco (SMR), para viabilizar a comercialização dos produtos de áreas com ocorrência da praga; intensifica a fiscalização do trânsito entre as áreas de foco e as sem ocorrência, e propõe campanhas educativas para a conscientização dos envolvidos no agronegócio da banana.
Os representantes dos estados de Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Ceará, Goiás e Minas Gerais participaram da reunião e foram sensibilizados para que façam contribuições e sugestões que tenham por finalidade aprimorar o trabalho de controle da praga.

A Bahia é o maior exportador nacional de banana, ocupando o segundo lugar no ranking de produção, com área total de 80.000 hectares e geração de dois empregos diretos por hectare. A produção baiana em 2014 foi de 1.088.6 mil toneladas, e, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o negócio da banana movimentou R$1,709 bilhão, no mesmo ano. Cerca de 77.5% das propriedades no estado são de pequenos agricultores, com até 20 hectares.

O diretor presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Endagro), Jefferson Feitosa de Carvalho, afirmou que em Sergipe 60% da banana consumida vem da Bahia, e o Estado é livre da praga. “É de fundamental importância esse trabalho de controle que a Bahia está realizando e por isso precisamos atuar de forma conjunta, trocando experiências do que a Bahia está fazendo, e o que nós podemos ajudar, afinal, somos consumidores desse produto”.

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