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06 de março de 2016

Pescadores são inscritos em programas sociais

Crédito da foto: Adilton Venegeroles l Ag. A TARDE

Crédito da foto: Adilton Venegeroles l Ag. A TARDE

Pescadores artesanais associados à colônia de Itapuã, Z-6, têm até o fim do dia desta terça-feira, 8, para entregar os documentos para fazer a declaração de aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), bem como fornecer informações para o CadCidadão.

Iniciado nesta segunda, 7, pela Bahia Pesca, empresa pública vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), o cadastramento visa garantir tanto a pescadores quanto a marisqueiras o direito ao acesso a políticas públicas do governo federal, a exemplo de linhas de crédito e financiamento a baixos juros.

Para se cadastrar, os trabalhadores devem levar CPF, RG, título de eleitor, registro geral de pescador, comprovantes de votação na última eleição e de residência e, se for casado(a), certidão de casamento, com cópias de documentos do cônjuge.

Dentre as políticas às quais os trabalhadores poderão ter acesso estão os programas de Aquisição de Alimentos, Bolsa Família, Habitação Rural e o Vida Melhor (inclusão socioprodutiva de pessoas em situação de pobreza com potencial de trabalho), além de descontos nas tarifas de energia.

Benefícios

Presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira diz que 18 mil dos cerca de 130 pescadores inscritos na empresa pública fizeram o CadCidadão. As ações de levantamento dos dados foram iniciadas nas colônias de pesca da Bahia, segundo ele, desde julho do ano passado.

“É importante que os trabalhadores tragam as informações, porque, além de servir como banco para coletar dados socioeconômicos e formular políticas públicas com base neles, o cadastro facilitará o acesso a vários benefícios do governo federal”, frisou Oliveira.

Conforme o gestor, as linhas de crédito podem facilitar o financiamento de material de trabalho, habitação e até material de construção.

Facilidade

Presidente da colônia, Arivaldo Santana, 47, da terceira geração de uma família de pescadores, acredita que a inserção no CadCidadão deverá facilitar a vida dos trabalhadores, que foi afetada nos  últimos dois anos, por conta da limitação na concessão de crédito a profissionais sem renda fixa.

“Do ano passado para cá, com o início da crise, os financiamentos ficaram mais difíceis”, observou ele. “Para comprar o material de trabalho, o pescador tinha que assumir as despesas do próprio bolso”, completou.

Com 69 anos de experiência, o pescador Nelson dos Santos, 76, o Pai Velho, chama a atenção dos colegas para atualizar a documentação. “Muitas vezes, o pescador passa dificuldade por não estar com os documentos em dia, nem estar associado à colônia”, pontuou.

Fonte: Matéria publicada no Jornal A Tarde, escrita por Franco Adailton.

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