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01 de dezembro de 2015

Mudança climática é desafio para a produção agrícola

agricola

A produção agrícola deve crescer 60% nos próximos 25 anos. Essa evolução deverá vir mais do rendimento do que do aumento de área. É um grande desafio, principalmente devido às incertezas que virão das mudanças climáticas. A avaliação é do departamento de rural da União Europeia, com base em dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação).
O crescimento da produção já se deu com base no rendimento das culturas. No início dos anos 1960, a agricultura utilizava 34% das áreas da terra. Atualmente, são 38%. E a produção atual de alimentos, em relação à de 50 anos, deu um salto. Mas, se o crescimento da produtividade deve continuar, o setor vai encontrar vários obstáculos para manter o aumento da oferta. Entre eles, a utilização de terra para urbanização, industrialização e aumento da infraestrutura de transporte.

Outro desafio é que parte das novas áreas tem menor fertilidade, enquanto outras serão mantidas para preservação ambiental. Nos últimos 50 anos, as áreas destinadas à produção de grãos aumentaram 300 milhões de hectares, elevando o espaço dos cereais para 650 milhões. Alguns deles, como o trigo, não mantêm crescimento. Outros, como o milho, avançam.

Na avaliação da UE, há uma mudança na utilização dos alimentos produzidos, com aumento da industrialização no setor. Enquanto 62% desses produtos vão para o consumo humano, outros 35% são destinados à produção de ração animal. São 1,4 bilhão de suínos, 1 bilhão a mais do que há 50 anos. Já as aves somam 64 bilhões, 50 bilhões a mais.

A produtividade virá com tecnologia e gestão. Mas já há preocupações no setor devido ao comportamento de alguns produtos. Entre eles está o milho, cujo área avança, mas já não há tanto crescimento de produtividade. Chegou-se ao limite da produtividade ou as novas áreas são menos férteis e menos produtivas?, indagam os analistas da UE.

O avanço de produção virá também de novas áreas em países emergentes, uma vez que as tradicionais, principalmente as localizadas nos países desenvolvidos, já estão ocupadas.

Fonte: Folha de São Paulo

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