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13 de novembro de 2015

Indústria brasileira de máquinas e implementos mira África e Leste da Europa

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A indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas está de olho no potencial de expansão do agronegócio em países do Leste da Europa e também a África do Sul. As empresas estão investindo na exposição de seus produtos na Agritechnica, maior vitrine da inovação e maquinários agrícolas do mundo, que ocorre em Hannover, Alemanha, até o próximo sábado (14/11). O custo para instalação de um estande dentro da feira custa em média 165 euros (o equivalente a R$ 742) por metro quadrado ao dia, sem considerar custos para envio de executivos e dos produtos expostos.

A alta do dólar, que torna o portfólio brasileiro mais barato para estrangeiros, favorece ainda mais os negócios das companhias nacionais. “Apesar da alta do aço no Brasil, que subiu por causa do dólar, estamos mais competitivos aqui no exterior. O mercado europeu já está consolidado, mas países como a Rússia são muito interessantes. O nosso objetivo é entrar na África, que já é realidade para o agronegócio”, disse à Globo Rural o diretor comercial da Casp, Jorge Bianchi. A empresa atua na construção de estruturas para armazenagem da produção e também na área de suínos e aves. Segundo Bianchi, a estratégia inclui primeiramente encontrar um parceiro para viabilizar estrutura de venda, pós-venda e manutenção dos equipamentos.

A Colombo, fabricante de colhedoras de feijão, mandioca e amendoim é outra que marca presença na exposição alemã. Mas, diferentemente da Casp, já possui representantes comerciais no velho continente. “Temos seis revendedores na Holanda, França e Portugal. Em 2013, um cliente veio ao nosso estande para nos conhecer. No ano seguinte mandei duas máquinas para ele. Neste ano já entreguei doze e em 2016, não posso diminuir disso”, afirma Aderito Scabelo, gerente para a região a Europa, Oceania e Ásia.

A colhedora de amendoim, segundo ele, é o carro-chefe das vendas. O modelo custa entre 30 mil e 35 mil euros e despachado do Brasil em contêineres para depois ser montada no destino. O custo do transporte, conta Scabelo, é de 3 mil a 3.600 euros. A organização da Agritechnica aponta que dez empresas brasileiras participam da feira neste ano. Ao todo, o evento conta com 2.900 expositores do mundo inteiro e fatura somente com a venda de ingressos e locação de espaços 100 milhões de euros, o equivalente a R$ 450 milhões.
Fonte: Globo Rural (matéria de Cassiano Ribeiro)

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