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12 de maio de 2016

Estreia em Salvador documentário que expõe diferentes usos da mandioca

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No mês seguinte à Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca na ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), estreia nesta quinta-feira (12), às 19h, na Sala Walter da Silveira, em Salvador, o documentário Mandioca – Raiz Brasileira, do jornalista Zezão Castro. O filme expõe os diferentes usos da mandioca e seus derivados em 12 cidades baianas.

O filme tem duração de 52 minutos e o diretor mostra os diferentes usos da raiz nas regiões da Caatinga, Mata Atlântica, Recôncavo e até na capital baiana. O desenhista Augusto Matos apresenta no documentário o cordel animado com a participação dos atores Jackson Costa, Mateus Aleluia e Luz Brasil.

A parte musical mostra cânticos de raspadeiras de mandioca, cânticos de mutirão de plantio e lembra canções da música popular brasileira que trazem a raiz como tema. Além disso, há imagens do grupo Farinhada de São Nicolau, de Santa Bárbara, passando pela giroba, bebida sagrada ingerida pelos tupinambás de Ilhéus, chegando até Piritiba, onde as canções de raspadeira integram uma tradição antiga no povoado de Lagoa da Onça.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), Eduardo Salles, comemora a estreia. “A mandioca é produzida em todos os 417 municípios da Bahia e é muito importante mostrar todas as manifestações culturais que ela está envolvida”, disse o parlamentar.
VALORIZAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA
Em abril, o deputado Eduardo Salles realizou na ALBA Sessão Especial em Homenagem à Cadeia Produtiva da Mandioca, quando apresentou projeto de lei de sua autoria. A proposta do parlamentar é substituir em até 10% a farinha de trigo por fécula de mandioca na panificação na Bahia. “Esse é um projeto estruturante para a cadeia da mandioca e trará benefícios tanto econômicos quanto sociais à Bahia”, disse o parlamentar.

Eduardo Salles acredita que a substituição vai aumentar a demanda pelo produto e criar mais postos de trabalho na cadeia produtiva da mandioca baiana. “Em 2005, o estado chegou a ter quase 400 mil hectares plantados de mandioca. Nos últimos 10 anos, esse área caiu para 164 mil hectares. O fortalecimento da cadeia produtiva pode gerar milhares de empregos”, conta Salles.

As panificadoras que atenderem as normas previstas no Projeto de Lei receberão o Certficado de Responsabilidade Social, emitido pela SDR (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural), em função do estímulo à produção da agricultura familiar.

O Projeto de Lei foi construído com a colaboração de técnicos da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Eles atestaram que a mistura proposta é perfeitamente viável e não altera o sabor do pão. Segundo estimativa do órgão, com a aprovação da lei, a Bahia deixaria de importar 60 mil tooneladas de trigo por ano, o que corresponde a uma economia de US$ 20 milhões.

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