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23 de novembro de 2015

Bahia Pesca e UFRB apresentam pesquisa sobre larvas de tambaquis

Tambaqui

Uma pesquisa realizada por estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com a Bahia Pesca, vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado, identificou as melhores estratégias alimentares para o desenvolvimento de pós-larvas de tambaquis, peixe de água doce e escamas, também mais conhecido como Pacu Vermelho. O estudo foi apresentado ao público durante a Feira Nacional do Camarão (Fenacam), que aconteceu entre os dias 16 e 19 de novembro, em Fortaleza-CE.

“As altas taxas de mortalidade relacionadas a fatores nutricionais têm comprometido a larvicultura da espécie, com impactos negativos na piscicultura. Os resultados obtidos pelos estudantes, com o apoio da Bahia Pesca, são essenciais para um aumento na produtividade e rentabilidade dos piscicultores”, explica o gerente de operações da Bahia Pesca, Antônio Laborda.

Para estabelecer protocolos nutricionais mais eficientes e que resultem em maior taxa de sobrevivência das pós-larvas, os pesquisadores da UFRB testaram, na estação de piscicultura da Bahia Pesca em Pedra do Cavalo (no município de Cachoeira), diferentes tratamentos com alimentação inicial. Para avaliar o desempenho zootécnico das pós-larvas foram testados tratamentos com ração (com 55% de proteína bruta), fertilização (farelo de trigo, uréia e superfosfato simples) e fertilização com ração.

Os resultados mostraram que as pós-larvas apresentaram um melhor desempenho zootécnico nos tanques tratados com fertilização inorgânica ofertada por duas semanas. Nesses tanques ocorreu a produção de alimento natural endógeno (plâncton) suficiente para atender às necessidades nutricionais das pós-larvas no período em que a pesquisa foi desenvolvida (seis semanas).

Desta forma, os dados obtidos até o momento indicam que as pós-larvas apresentam um melhor desempenho zootécnico quando o alimento vivo está disponível em grandes quantidades. “Outros estudos estão sendo conduzidos através dessa parceria com a Bahia Pesca a fim de estabelecer um protocolo para a oferta de alimento inicial que proporcione uma maior taxa de sobrevivência das pós-larvas e consequentemente a redução nos custos de produção”, afirma o professor da UFRB e orientador do trabalho, Moacyr Serafim Junior.

Além do orientador, a equipe de pesquisadores é formada também pelos alunos do curso de engenharia de pesca Julliana de Castro Lima, Antonio Araujo Mendez, Rodrigo Ramalho Portela e Thales de Sá Lima, e pela aluna de biologia Thaís Aline da Silva dos Santos.

Fonte: ASCOM Bahia Pesca

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