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30 de junho de 2015

Eduardo Salles propõe enviar ofício a ministro Occhi solicitando aumento percentual em repasse para flutuantes do Vale do São Francisco

Na sessão desta terça-feira (30) da Comissão de Agricultura da ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), o deputado Eduardo Salles alertou mais uma vez os componentes do colegiado sobre a crise hídrica no Vale do São Francisco, que ameaça mais de um milhão de empregos diretos e indiretos na região.

O deputado propôs que os membros da Comissão de Educação enviem ofício ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, solicitando que os recursos repassados à CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) para a execução de ações de abastecimento de água na região sejam proporcionalmente equivalentes à necessidade de cada estado.

Na última sexta-feira (26), o ministro anunciou investimento de R$ 38,3 milhões para ações em 12 perímetros irrigados do Nordeste. A verba vai beneficiar, além da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, estados que também sofrem com a crise.

Segundo estudos feitos pela CODEVASF, seriam necessários R$ 51 milhões para a construção de flutuantes, equipamentos que podem bombear água quando o volume morto do Lago de Sobradinho for atingido. Desse total, R$9,7 milhões seriam destinados à Bahia e os R$ 41,3 milhões restantes aos demais estados.

No entanto, ao anunciar os recursos, o ministro Gilberto Occhi informou que, dos R$ 38,3 milhões a serem repassados pelo Ministério da Integração Nacional, a Bahia receberá apenas R$ 4,5 milhões, o que equivale a apenas 46% da necessidade do Estado. Enquanto isso, Pernambuco, Sergipe e Alagoas receberão R$ 33,8 milhões, o que corresponde a quase 82% da necessidade deles.

“Minha intenção é que a Comissão se junte ao governo estadual para solicitar que o mesmo recurso percentual seja disponibilizado para a Bahia”, diz Eduardo Salles.

A CRISE HÍDRICA

O Lago de Sobradinho, terceiro maior do mundo, está atualmente com pouco menos de 20% de sua capacidade. Neste mesmo período em 2014, o volume de água era próximo a 50%. “Corremos o risco de atingir o volume morto antes de novembro, quando começa o período de chuvas”, explica o deputado.

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