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14 de agosto de 2015

Deputados pedem celeridade na compra de flutuantes para o Vale do São Francisco

audiencia casa civil

O deputado estadual Eduardo Salles participou de audiência com o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, nesta quinta-feira (13), para tratar sobre a crise hídrica no Vale do São Francisco. Também estavam presentes o deputado Zó, o superintendente da CODEVASF (Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) em Juazeiro, Alaor Siqueira, o presidente da AFRUPEC (Associação dos Fruticultores do Perímetro Irrigado de Curaçá), Josival Barbosa, e outros representantes dos perímetros irrigados da região.

O grupo foi pedir ajuda ao secretário para que os flutuantes (equipamentos que podem bombear água quando o volume morto do Lago de Sobradinho for atingido) sejam comprados o mais rápido possível. A última medição de volume do lago , feita no mesmo dia da reunião, indicou que ele está com aproximadamente 15% do seu volume útil. “É um número assustador. Isso ameaça mais de um milhão de empregos e, por isso, os flutuantes precisam ser comprados logo”, diz Eduardo Salles.

De acordo com o parlamentar, a maneira mais rápida de aquisição é a dispensa do processo de licitação, que acontece quando a Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração, decreta estado de emergência. “Infelizmente, o general responsável pelo órgão ainda não assinou o decreto. Por isso estamos aqui pedindo ao secretário Bruno Dauster que coloque o assunto na pauta do governador, para que ele tente sensibilizar o governo federal para essa questão”, explica.

Preocupado com a situação, o secretário Bruno Dauster se comprometeu a levar o pleito ao Ministério da Integração e sugeriu a realização de audiência com o ministro, bancada federal da Bahia e representantes dos produtores.

A CRISE
A crise hídrica no Vale do São Francisco ameaça 120 mil hectares de fruticultura irrigada, que geram 1,2 mi de empregos diretos e indiretos. A previsão é que o Lago de Sobradinho tenha apenas 3% de volume útil no final de novembro. “A região está à beira de um colapso”, avalia Eduardo Salles.

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