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05 de agosto de 2015

Deputado se reúne com Associação de Lojistas para discutir cobrança de estacionamento em shoppings

O deputado Eduardo Salles se reuniu nesta terça-feira (4) com a Associação de Lojistas do Salvador Shopping para discutir meios legais de amenizar a crise de vendas, agravada pela cobrança de estacionamento nos shopping centers de Salvador. “Combinada com a crise financeira que afeta o país, diminuiu muito o fluxo de clientes”, diz o parlamentar.

O encontro contou com a presença de mais de 100 lojistas, número inédito nesse tipo de reunião, segundo o presidente da Associação, Humberto Paiva. Junto com o corpo jurídico do seu gabinete, Eduardo Salles deixou os presentes cientes das denúncias oferecidas pelo parlamentar ao Ministério Público.

A primecobranca estacionamento salvadorira denúncia alega ilegalidade da cobrança para funcionários, pois modifica o contrato de trabalho, tornando-o mais oneroso apenas para o contratado. A segunda solicita a cobrança fracionada para os consumidores. “É injusto que o cliente que passe apenas 40 minutos no shopping tenha que pagar por duas horas”, explica Eduardo.

Os lojistas decidiram enviar carta à diretoria do shopping solicitando o fracionamento da cobrança e diminuição do preço. A proposta do grupo é que se cobre R$ 1,50 por hora, como acontece em Aracaju. “Já fizemos diversas propostas aos donos do shopping e todas foram negadas. Vamos tentar mais uma vez, seguindo a ideia do deputado. Caso não funcione, torcemos para que ele saia vitorioso de sua luta junto com o Ministério Público”, diz Humberto Paiva.

MEDIAÇÃO
No final de julho, aconteceu a segunda audiência de mediação sobre a cobrança de estacionamento para funcionários, que terminou sem acordo. Na ocasião, Eduardo Salles classificou como ‘indecorosa’ a proposta feita pelos shopping centers de cobrar mensalidades de R$ 110 para carros e R$ 70 para motos de trabalhadores. “Não vamos aceitar que os funcionários paguem nem um real”, disse o deputado.

Caso não seja firmado acordo na próxima audiência de mediação, o Ministério Público ajuizará Ação Civil Pública perante a Justiça.

A denúncia que institui o fracionamento foi distribuída para a promotora de Justiça Maria Eugênia, que analisará a representação e, se entender cabível, ajuizará Ação Civil Pública.

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