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09 de março de 2016

Acordo com grupos chineses garante investimentos nas obras do Porto Sul e FIOL

FIOL

Membro da Comissão Especial da FIOL (Ferrovial de Integração Oeste-Leste) e Porto Sul, o deputado estadual Eduardo Salles aproveitou a reunião do colegiado nesta quarta-feira (9) e parabenizou o acordo firmado entre o governador Rui Costa e o secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, com a Clai-Fund (Fundo Chinês para Investimento na América Latina) e a China Railway Engenering Group n.10.

“É uma excelente notícia porque acho que vamos destravar a obra, fundamental para a economia do estado. A FIOL permitirá escoar a produção agrícola do Oeste, permitindo mais competitividade. O Porto Sul vai oferecer uma nova dinâmica à economia de Ilhéus e região sul”, disse Eduardo Salles.

Conforme o acordo firmado, as empresas chinesas vão investir, construir e operar o Porto Sul, em Ilhéus, e a FIOL em associação ao governo estadual e à BAMIN (Bahia Mineradora).

A assinatura do acordo, que marca o início do período de negociação para determinar os detalhes da operação, ocorreu nesta terça-feira (8), em Pequim.

“Os chineses possuem a tecnologia mais avançada e experiência de sobra para fazer essas obras avançarem na velocidade que a Bahia precisa. Nossos projetos entusiasmaram os dirigentes da Crec e Clai-Fund, e isso permitiu estabelecermos aqui um acordo histórico, que vai viabilizar os investimentos e destravar de uma vez por todas essas obras importantes para a Bahia”, afirmou Rui.

“Essa vitória é fruto também do trabalho desta Comissão, presidida pela deputada Ivana Bastos. Mas aqui todos os deputados têm mérito, pois nossa luta é antiga”, acrescentou o deputado estadual.

O Clai-Fund realiza investimentos industriais de empresas em cooperação entre a China e a América Latina e atuará como principal investidor e captador de novos parceiros para o projeto, principalmente grandes siderúrgicas chinesas. Já a CREC n.10 é uma das maiores construtoras de ferrovia do mundo

“O governador não ficou de braços cruzados e buscou parceiros para resolver o problema. E acho essa parceria com a China estratégica, porque o país asiático precisa das commodities minério de ferro e soja e pode investir neste momento de crise econômica”, explicou o parlamentar.

A estimativa é de um investimento de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões destinados às obras e R$ 400 milhões em equipamentos.

Para viabilizar o investimento chinês na FIOL, o governo federal já iniciou os estudos para que seja feita a venda antecipada da capacidade operacional da ferrovia, com os recursos obtidos sendo usados na conclusão da obra e a empresa garantindo o direito de transportar suas cargas.

LUTA

Em 2015, Eduardo Salles e membros da Comissão da FIOL e Porto Sul participaram de reuniões em Brasília no IBAMA, para conseguir a liberação da Licença de Supressão Vegetal do Porto Sul, no TCU (Tribunal de Contas da União), onde foi verificado que não havia nenhum impedimento para a continuação das obras, e com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, que confirmou a manutenção dos trabalhos, apesar da redução do orçamento.

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